
30/03/2011 18h56 - Atualizado em 30/03/2011 19h30
Termina greve dos trabalhadores em Suape
Movimento acatou decisão da Justiça, que considerou movimento ilegal.
Paralisação atingia Refinaria e Petroquímica Suape desde o dia 17.
Terminou nesta quarta-feira (30) a greve dos trabalhadores da construção da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, no complexo industrial de Suape em Ipojuca, Pernambuco.
De acordo com o Sindicato Nacional das Indústrias da Construção Pesada (Sinicon), todos os cerca de 28 mil trabalhadores que estavam parados desde o dia 17 de março voltaram às obras.
A decisão de retornar ao trabalho foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quarta, em que os funcionários acataram a decisão anunciada na véspera pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, que considerou a paralisação ilegal e determinou o fim da greve nesta quarta, sob multa diária de R$ 5 mil.Conforme disse ao G1 o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, Wilmar Santos, os trabalhadores consideraram positiva a concessão de 100% sobre as horas extras dos sábados e de vale-alimentação de R$ 160 por mês, determinada pela Justiça. Estes valores eram pedidos pelos trabalhadores.
"Esperamos que esses valores retroativos ao dia 1 de março sejam pagos junto com o salário desse mês, que começa a ser pago nesta sexta-feira, 1 de abril", afirmou Wilmar Santos.
saiba mais
Trabalhadores do Complexo Industrial de Suape estão em greve
Com R$ 35 bi em investimentos, Ipojuca cria 16 mil vagas em 2010
Falta de soldadores faz empresa de Ipojuca buscar dekasseguis no Japão
Margareth Rubem, advogada do Sinicom, diz que o Sindicato deve recorrer da decisão sobre os benefícios no Tribunal Superior do Trabalho, já que tal concessão fere a convenção firmada com os trabalhadores e que vale até 31 de julho.
"O sindicato entende que houve uma afronta à Constituição Federal, já que tem que se manter válida a convenção que está em vigor até 31 de julho", diz a advogada, que ressaltou que " o canal de negociação sempre está aberto" para os trabalhadores.

